A Nova C.I.A.!



Está a gerar grande polémica a notícia de que o primeiro-ministro, José Sócrates, estará a criar uma nova secreta, à margem da lei e sem controlo do Parlamento. A informação foi hoje avançada pela revista Visão e já entretanto desmentida pelo secretário-geral do Serviço de Informações da República Portuguesa (SIRP), Júlio Pereira.

Segundo a revista Visão,o embrião da nova secreta já está a funcionar no edifício da Presidência do Conselho de Ministros. Trata-se de um núcleo restrito de especialistas de análise e produção de informações, chefiado por Júlio Pereira, secretário-geral do SIRP, e que responde «directa e politicamente perante o primeiro-ministro».

Em causa podem estar os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
O problema é que a actividade deste núcleo é exclusiva do Serviço de Informações de Segurança (SIS) e do SIED, o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, os únicos organismos com competência para tratar informações classificadas como segredo de Estado.
Por isso, mesmo a trabalhar de forma limitada e informal a «secreta de Sócrates», como lhe chama a Visão, não tem cobertura formal nem jurídica, logo poderá pôr em causa os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.

O secretário-geral do SIRP, Júlio Pereira, declarou que a informação é «completamente falsa», acrescentando que vai «participar criminalmente de quem escreveu a notícia e da revista» Visão.

«É um atentado grave contra a minha idoneidade pessoal e cívica», afirmou o responsável, acrescentando que é também um atentado contra a figura do primeiro-ministro.

«Uma notícia destas afecta a credibilidade do primeiro-ministro», afirmou.
Segundo a Visão, o Governo prepara-se para avançar com a
transferência das «secretas» para um pólo único, de alta segurança, o qual poderá ficar instalado na Ameixoeira, na zona do Lumiar, em Lisboa, em antigas instalações militares, que, aliás, já estão em obras.

Neste momento, a questão que se coloca é complexa do ponto de vista jurídico, pois a lei de regulamentação do funcionamento dos serviços encontra-se por aprovar há cerca de ano e meio.

Velhas Tristezas

Be still, my heart Por Sweetcharade
Diluências de luz, velhas tristezas
das almas que morreram para a luta!
Sois as sombras amadas de belezas
hoje mais frias do que a pedra bruta.

Murmúrios incógnitos de gruta
onde o Mar canta os salmos e as
rudezas
de obscuras religiões — voz impoluta
de todas as titânicas grandezas.

Passai, lembrando as sensações antigas,
paixões que foram já dóceis amigas,
na luz de eternos sóis glorificadas.

Alegrias de há tempos! E hoje e agora,
velhas tristezas que se vão embora
no poente da Saudade amortalhadas! ...
Cruz e Souza

Contudo

Olho por Cynthia Lamoglia
Contudo, contudo, Também houve gládios e flâmulas de cores Na Primavera do que sonhei de mim. Também a esperança Orvalhou os campos da minha visão involuntária, Também tive quem também me sorrisse. Hoje estou como se esse tivesse sido outro. Quem fui não me lembra senão como uma história apensa. Quem serei não me interessa, como o futuro do mundo.

Caí pela escada abaixo subitamente, E até o som de cair era a gargalhada da queda. Cada degrau era a testemunha importuna e dura Do ridículo que fiz de mim.
Pobre do que perdeu o lugar oferecido por não ter casaco limpo com que aparecesse, Mas pobre também do que, sendo rico e nobre, Perdeu o lugar do amor por não ter casaco bom dentro do desejo. Sou imparcial como a neve. Nunca preferi o pobre ao rico, Como, em mim, nunca preferi nada a nada.

Vi sempre o mundo independentemente de mim. Por trás disso estavam as minhas sensações vivíssimas, Mas isso era outro mundo. Contudo a minha mágoa nunca me fez ver negro o que era cor de laranja. Acima de tudo o mundo externo! Eu que me agüente comigo e com os comigos de mim.
Álvaro de Campos

Ser sem dono

Desfolho-me Por Kristina
_
És livre e...
Voas lá no alto das serranias
Tens em ti a liberdade do condor
Acusaste e recusaste desde sempre
A canga e o jugo que tentaram impor.
_
Tentaram fazer de ti um ser errante
Reduzir-te ao som das achas que no fogo entoam.
Desengane-se quem assim é ignorante
Porque és livre como a mais livre das águias
Que nos píncaros lá da minha serra voam.
Não conheces marcos nem fronteiras
És felina caçadora na pradaria.
Não gostas de masmorras ou ratoeiras
E gostas de Voar ao raiar do dia.
Tens em ti a mágua por curar
Duma época que pensas ser tardia,
Mas enquanto não esqueceres e perdoares,
Jamais sentirás como sentiste a maresia.
Sei que...
Somos composição da mesma lágrima
Somos o sol e a estrela que se finda lá na serra
Somos luz que cai dos nossos olhos
Somos por do sol que se estende na minha terra.
És livre e...
Contemplas lá do alto as pradarias
Os campos e as searas por ceifar
Procuras resguardar sempre o teu ninho
Que com a tua força no cume foste edificar.
Poisada lá no alto na ponta duma fraga
Sentes e consentes que o verão está a findar.
Pressentes com tristeza o odor do Outono
MAs que ninguém se atravesse no teu voar
Pois foste, és e sempre serás um ser sem dono.
_
És do melhor que o mundo tem!
Furacão, sol e estrela polar,
Princesa, mulher e mãe.

Por António Maria

Poesia-Orgasmo!

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De silabas de letras de fonemas
se faz a escrita. Não se faz um verso.
Tem de correr no corpo dos poemas
o sangue das artérias do universo.
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Cada palavra há-de ser um grito.
Um murmurio um gemido uma erecção
que transporte do humano ao infinito
a dor o fogo a flor a vibração.
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A poesia é de mel ou de cicuta?
Quando um poeta se interroga e escuta
ouve ternura luta espanto ou espasmo?
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Ouve como quiser seja o que for
fazer poemas é escrever amor
a poesia o que tem de ser é orgasmo.
_
Por José Carlos Ary Santos

Sonetos

Por Paulo Medeiros.



É Impossivel Esquecer-te!

Enquanto finda a tarde, atrás de um monte,
E a mata silencia - o Sol é posto -,
Procuro, inda, na aurora, ao horizonte,
Brilho e beleza, como há no teu rosto.
A saudade que sinto, agora, é fonte
Da imensa dor, à qual estou exposto.
Rezo ao entardecer, então, que aponte,
Antes da noite, um fim prá o meu desgosto.
Pois sei que a Lua vai me achar sofrendo
E, se eu dormir, será pelo cansaço
Da longa espera prá te ver chegando.
Mas, mesmo quase eterno o sono sendo,
Não terei esquecido o teu abraço
Se, ao acordar, inda estiver chorando.
Por Bernardo Trancoso.

Amor Profano.

Perto ou longe!



Tua pele macia, teu sorriso,
Conferem-te inocência que não tens;
Perfume tentador, vestido liso,
Seduzem alma e olhos meus, reféns.
Falar da voz de anjo, nem preciso;
Conquista-me o teu corpo. Quando vens,
Torna-se o mundo inteiro um paraíso;
São o amor e a alegria os nossos bens.
Quando voltas, porém, prá tua terra,
Tanta saudade encerra o coração,
Que a solidão meu peito nem comporta.
Se, em não te ter, razão tal dor enterra,
Irei, sei que o motivo não importa,
Perto ou longe, morrer desta paixão.
Bernardo Trancoso


Olha o Passarinho!


Somos os maiores...

A normalidade é uma ilusão!



Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

Grandes Significados




Solidão é uma ilha com saudade de barco. Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue. Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo. Pouco é menos da metade. Muito é quando os dedos da mão não são suficientes. Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego. Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento. Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára. Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido. Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe. Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora. Ansiedade é quando sempre faltam 5 minutos para o que quer que seja. Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado. Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes. Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração. Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma. Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia. Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo. Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato. Ainda é quando a vontade está no meio do caminho. Paixão é quando apesar da palavra "perigo" o desejo chega e entra... Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero... Também não. É um "desaforo"... Uma batelada? Um exame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor não sei explicar.

Cântico Negro


"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!



José Régio

S.O.S Crianças da Ásia!



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Faz hoje um ano...

Um ano depois de 26 de Dezembro de 2004, há muito por fazer antes que a tragédia do tsunami entre na história das más recordações da humanidade. Em Banda Aceh, na ilha indonésia de Samatra, onde morreram mais de dois terços das cerca de 231 mil vítimas do sismo e do maremoto, há meio milhão de desalojados a viver em tendas ou edifícios públicos transformados em dormitórios. O sistema de alerta e mitigação de tsunamis do Oceano Índico (IOTWAS), que promete reduzir a metade as vítimas de um maremoto futuro, ainda não está operacional. Nos países atingidos, há milhares de corpos por identificar e dezenas de milhares de desaparecidos que provavelmente nunca serão encontrados.
Mas o tempo não foi perdido. Segundo as Nações Unidas, a resposta do mundo foi mesmo "gigantesca" a todos os níveis, incluindo o económico prometeram-se uns inéditos 3000 milhões de euros de ajudas e o dinheiro está de facto a chegar a quem dele precisa. Só em fundos da União Europeia (Estados membros e Comissão) já foram gastos 452 milhões de euros referentes à ajuda humanitária urgente (80% do prometido) e 902 milhões (num total de1,5 mil milhões) de verbas para a reconstrução.
O problema, quer se trate de honrar os mortos ou acudir aos vivos, é que todas as tarefas se têm revelado também gigantescas, sobretudo na Indonésia e no Sri Lanka, onde se deu o grosso das mortes e destruição. Enquanto noutros países, como a Tailândia, o desafio é sobretudo recuperar uma imagem turística fortemente abalada, nestes é o bem-estar de milhares de pessoas que continua em causa.
"O nosso maior desafio é a escala da reconstrução", explicava recentemente Alex Jones, coordenador das operações pós-tsunami das Nações Unidas. "Milhões de pessoas foram afectadas. Foi um nível de destruição sem precedentes. Na Indonésia e no Sri Lanka, cem milhas de linha de costa foram destruídas - não se tratou apenas de algumas áreas ou cidades."
No Sri Lanka, depois de meses de trabalho intenso, foi concluída em Setembro a construção de 58 mil habitações temporárias para os deslocados. Em Banda Aceh, há 500 mil pessoas que ainda não tiveram essa sorte - porque, segundo as ONGs, é "impossível" construir casas ao ritmo necessário -, e regiões inteiras onde as condições de vida continuam a ser "críticas".
Prevenir. Uma das lições do dia 26 de Dezembro foi a necessidade de se anteciparem as tragédias, para que a resposta seja imediata quando elas acontecem. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, propôs a criação de um fundo de contingência para desastres naturais, orçado entre os 425 e os 850 mil milhões de euros. Esta será uma das medidas que, no futuro, poderão salvar vidas e poupar sofrimento aos sobreviventes. Outra é a criação do sistema de alerta de tsunamis para o Oceano Índico, que abrange 27 países.
Num encontro realizado este mês, os promotores do IOTWAS fizeram um balanço positivo do projecto, apontando para a implementação total do sistema em meados de 2006. Mas os indicadores são dúbios. Tecnicamente, todos os países estão já dotados das tecnologias de comunicação e dos equipamentos necessários à rápida recepção de um alerta. Mas poucos desenvolveram planos de evacuação das populações essenciais para dar uso a essa informação preciosa.
Um ano depois, as notícias mais animadoras vêm da UNICEF apesar dos impacto psicológico sentido por milhares de crianças, não se confirmaram os receios de raptos por redes de tráfico de menores, a vacinação em massa evitou epidemias e a grande maioria dos 3793 órfãos do tsunami foram reunidos aos seus familiares ou entregues ao cuidado de instituições estatais.


  • Diario de Noticias

  • Prova Global...

    Pergunta numa prova global:
    Professora: Defina Excreção.
    Resposta de um aluno iluminado:
    Excreção é quando a gente se enfia todos num autocarro e vai passear.

    Um Natal em Grande!!

    Gostaria eu de saber, onde estariam vocês meus caros, se esta bela Mãe Natal vos entrasse pela chaminé... eu sei onde estaria...
    Visite o Vote Caster.

    Boas Festas!


    Olá a todos, aproveito esta quadra para dezejar um bom Natal e um prospero Ano Novo a todos os meus familiares, amigos e visitantes, que ao longo deste tempo, me têm apoiado e que sem eles não seria possivel a divulgação deste blog.
    Espero que neste Natal, recebam tudo o que dezejam e que não receberam no natal passado, e também que o próximo ano vos dê muita saude e toda a felicidade que tanto merecem, um grande bem haja para todos vós...

    Bom Natal e Feliz Ano Novo... :)


    Beleza Interior...



    Bunda nossa que estáis na frente,
    bem lavado seja o teu traseiro,
    venha a mim o teu rabinho,
    seja feita a minha vontade,
    assim na cama como no chão.

    Os Taus grandes que todos os dias te poderia dar,
    perdoai-me dos que não te tenho dado,
    assim como eu te perdo-o por ainda não teres chegado,
    não me deixais sair sem te montar,
    e livrai-me dos mal feitinhos.

    Ámim...

    Adeus Manchester...

    O Amor e a Morte



    Canção cruel
    Corpo de ânsia.
    Eu sonhei que te prostrava,
    E te enleava
    Aos meus músculos!

    Olhos de êxtase,
    Eu sonhei que em vós bebia
    Melancolia
    De há séculos!

    Boca sôfrega,
    Rosa brava
    Eu sonhei que te esfolhava
    Pétala a pétala!

    Seios rígidos,
    Eu sonhei que vos mordia
    Até que sentia
    Vómitos!

    Ventre de mármore,
    Eu sonhei que te sugava,
    E esgotava
    Como a um cálice!

    Pernas de estátua,
    Eu sonhei que vos abria,
    Na fantasia,
    Como pórticos!

    Pés de sílfide,
    Eu sonhei que vos queimava
    Na lava
    Destas mãos ávidas!

    Corpo de ânsia,
    Flor de volúpia sem lei!
    Não te apagues, sonho! mata-me
    Como eu sonhei.


    - José Régio

    Soneto de amor


    Não me peças palavras, nem baladas,
    Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio,
    Deixa cair as pálpebras pesadas,
    E entre os seios me apertes sem receio.

    Na tua boca sob a minha, ao meio,
    Nossas línguas se busquem, desvairadas...
    E que os meus flancos nus vibrem no enleio
    Das tuas pernas ágeis e delgadas.

    E em duas bocas uma língua..., - unidos,
    Nós trocaremos beijos e gemidos,
    Sentindo o nosso sangue misturar-se.

    Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
    Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
    Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!

    - José Régio

    Pensamento do dia!

    Estava eu descansadinho da vida, no Bar onde eu e os meus colegas nos costumamos encontrar, e para meu espanto, vejo na parede atrás do balcão, escrito por um Sportinguista ferranho, um papel que dizia:
    Cafés e digestivos à
    Borlix.
    Dec. Lei/ 0001/05 da BBAA.
    Não, o Peseiro ainda não saiu!
    Pensamento do dia!
    Com Peseiro a mandar a vergonha não vai acabar!